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Os vikings, apesar de terem apenas uma passagem relativamente breve pelo mundo, que começou no século VIII, tem suas histórias de horror e destruição botando medo em criancinhas até hoje.

Isso é por causa de seu estilo de vida muito extremado, regrado basicamente a sexo, drogas e rock’n roll navegação, pilhagem e estupros.

Veja agora 10 fatos errados sobre os vikings, nos quais muita gente acredita até hoje, sendo esclarecidos.

10º: Uma Nação

Mal Entendido: Os Vikings eram uma nação.

Os Vikings não eram uma nação, mas vários grupos de guerreiros, exploradores e comerciantes liderados por um chefe tribal. Durante a época dos Vikings, a Escandinávia não era separada, como hoje em dia, entre Dinamarca, Noruega e Suécia, ao invés disso, cada chefe tribal governava uma pequena quantidade de terras. A palavra Viking não se refere a nenhum local, ela era a palavra, em norueguês arcaico, que se referia a uma pessoa que participava em uma expedição ao mar.

9º: Pessoas sujas e selvagens

Mal Entendido: Os Vikings eram um povo maltrapilho e de aparência selvagem.

Em muitos filmes e desenhos animados, os Vikings são mostrados como pessoas  imundas, selvagens, homens e mulheres, mas na realidade, os Vikings eram vaidosos quanto a sua aparerência. Na verdade, pentes, pinças, navalhas e uma espécie de cotonetes estão entre os itens mais encontrados em escavações da época dos Vikings. As mesmas escavações também mostraram que os Vikings faziam sabão.

Na Inglaterra, os Vikings vivendo lá tinham a reputação de limpeza excessiva, pois tomavam banho uma vez na semana (todo sábado). Por isso, o Sábado é dito como laugardagur/laurdag/lørdag/lördag, que significa ‘dia do banho’ nas línguas escandinavas, ainda que, hoje em dia, o significado original está perdido na língua moderna na maioria das vezes. De qualquer maneira ”laug” realmente significa banho ou piscina em Islandês.

8º: Grandes e Loiros

Mal Entendido: Os Vikings eram todos grandes e loiros.

os Vikings são mostrados na maioria das vezes como caras grandes, encrenqueiros e loiros, mas registros históricos mostram que a média de altura entre os homens Vikings era de 170 centímetros, altura que não era específicamente grande na época. O cabelo loiro era visto como o ideal na cultura Viking, e muitos homens nórdicos tingiam o cabelo de loiro com um sabão especial.

Mas os Vikings eram especialistas em abduzir pessoas, e muitas pessoas que eram sequestradas como escravos, se tornaram parte da população viking da época. Logo, nos grupos Vikings, você provavelmente acharia Italianos, Espanhóis, Portugueses, Franceses e Russos, um grupo variados de pessoas reunidos ao redor de um núcleo de Vikings de uma determinada região, como por exemplo, a Dinamarca ou no fiorde de Oslo.

7º: Copos de Crânios

Mal Entendido: Os Vikings bebiam de copos feitos a partir de crânios.

A origem da lenda reside no livro de Ole Worm “Reuner seu Danica literatura antiquissima” de 1636, em que ele escreve que os guerreiros dinamarqueses bebiam de “galhos de crânios curvados”, ou seja , chifres , que foi erradamente traduzido em Latim para significar crânios humanos. A verdade é que, nenhum copo de crânio foi achado em escavações na época dos vikings.

6º: Armas brutas

Mal Entendido: Os Vikings usavam armas brutas e não sofisticadas.

Vikings são mostrados várias vezes com armas rudes, como porretes ou machados simples, mas eles eram na verdade habilidosos ferreiros. Usando um método chamado de padrão de soldagem, os Vikings podiam fazer espadas extremamente afiadas e flexíveis ao mesmo tempo. De acordo com as narrativas épicas dos Vikings, o método de teste dessas armas era colocar o fio da espada em um córrego e deixar um fio de cabelo flutuar em direção a ele, se a espada cortasse o fio de cabelo, ela era considerada uma boa espada.

5º: Cidade Natal

Mal Entendido: Os Vikings viviam somente na escandinávia.

Os Vikings eram originados de países escandinavos, mas com o passar do tempo eles começaram a se fixar em vários lugares, desde o Norte da África, Rússia, Constantinopla e até na América do Norte. Existem diferentes teorias sobre os motivos da Expansão dos Vikings, e a mais comum é que a população escandinava tinha exaurido o limite do potencial agrícola da região.

Outra teoria é de que as velhas rotas de comércio da Europa ocidental e Eurásia caíram de rendimento quando o Império Romano caiu no século V, forçando os Vikings a abrirem novas rotas de comércio para lucrar do comércio internacional. Na foto está uma vila viking no Canadá.

4º: Eles eram odiados por todos

Mal Entendido: Os Vikings eram odiados por todos os lugares.

Nós podemos pensar que os Vikings eram odiados por todos por causa de seus ataques, mas parece que eles também eram respeitados por alguns. O Rei francês Carlos III, também conhecido como Carlos o Simples, deu aos Vikings as terras que eles já ocupavam na Franças (Normandia), e ele até deu sua filha ao chefe Viking Rollo. Em troca, os Vikings protegiam a França de alguns Vikings ainda piores.

Também em Constantinopla os vikings eram conhecidos por sua força, tanto que a guarda real dos Reis Bizantinos (Guarda Varangiana), era feita exclusivamente de Vikings Suecos.

3º: Sedentos de Sangue

Mal Entendido: Os Vikings eram bárbaros sedentos de sangue.

Os ataques Vikings eram, sem dúvida, violentos, mas a era medieval era violenta, e a pergunta era se outros exércitos não-Vikings eram menos violentos e bárbaros que eles; por exemplo, Carlos Magno, que foi contemporâneo dos Vikings, praticamente exterminou todo o povo de Avars. Em Verden, ele ordenou a decapitação de 4.500 saxões. O que realmente fazia os Vikings diferentes era que eles destruiam especialmente itens de valor religioso (Monastérios Cristãos e Lugares Santos) e matavam homens da igreja, o que os fez muito odiados em um tempo altamente religioso. Os Vikings provavelmente gostavam da reputação que tinham; na maioria das vezes em que viam um navio Viking nas redondezas, fugiam das cidades ao invés de defendê-las.

2º: Estupro e Pilhagem

Mal Entendido: Os Vikings pilhavam como sua única maneira de viver.

Na verdade apenas uma pequena porcentagem de Vikings eram guerreiros, sua maioria era formada de fazendeiros, artesãos e comerciantes. Para os Vikings que iam para alto mar, a pilhagem era uma entre outros objetivos de suas expedições. Os Vikings se assentaram pacíficamente em vários lugares como na Islândia e Groenlândia, e eram mercantes internacionais em seu tempo; eles comerciavam pacíficamente com quase todos os países  existentes na época.

1º: Estilo dos Elmos

Mal Entendido: Os Vikings usavam elmos com chifres.

Esse é maior erro quando se trata de Vikings, pois não existem registros de que esses elmos realmente existiram. Todas as representações de elmos Vikings datando da época dos Vikings, mostra elmos sem chifres, e o único elmo Viking autêntico já achado também não têm chifres. Uma explicação para o mito dos chifres é que os Cristãos da época adicionaram o detalhe para fazer com que os Vikings parecessem mais bárbaros e pagãos do que já eram, com chifres exatamente iguais ao de Satã em suas cabeças. É digno de nota que o deus nórdico Thor usava um elmo com asas nele, que de certa forma é similar a chifres.

Bom galera, vocês devem ter visto que um cientista conseguiu reproduzir o “assim-chamado” Santo Sudário, provando que É UMA CILADA, BINO! Eu posso afirmar que os ocultistas já sabiam disso faz tempo pra caralho. E vou dissertar um pouco sobre isso. Pra quem gosta de ler sobre essas coisas, vou fazer um pequeno texto aqui. Pra quem não gosta, entrem em outro blog =)

Para começar, ao longo destes – aproximados (há controvérsias) 2009 anos, existiram QUATRO sudários relacionados com esta história. Vou falar um pouco de cada um deles, e depois coloco as minhas (não só minhas, mas isso a gente não fala a respeito).

Pra início de conversa, temos que falar sobre o [I]“Gízãs”[/I]. Como vocês devem saber, seu nome não era Jesus, era Yeshua. “Jesus” é a forma que encontraram pra “trazer p/ o latim” o nome. E isso não sou eu que estou falando, nem algum “conhecimento oculto de uma ordem”. É senso comum, encontrado em qualquer lugar.

[B][I]“Pseudim. Ó mestre dos mestres. Mais bonitão entre os tetas da internet. Você acredita na existência de Yeshua?”[/I][/B]

Vos respondo, [I]my young padawans[/I]. Acredito sim. Só não acredito que ele fosse um X-Men que transformasse água em vinho. Transformar água em vinho não passa de uma metáfora semelhante aos alquimistas que transformavam chumbo em ouro. Eles também não pegavam uma barra de chumbo, faziam uma dancinha da chuva, e a barra se transformava em ouro. A metáfora quer dizer mais ou menos “transformar o ego (chumbo/água) em sabedoria (ouro/vinho). Então, Yeshua seria como um mestre, que tentava guiar espiritualmente seus discípulos, mas sem caminhas nas águas, voar em uma nuvem ao estilo Goku, nem discos voadores. Ele era um homem, como eu e você, só que era uma pessoa iluminada espiritualmente, super fodão. Para aqueles que conhecem alguma coisa de Kabbalah, nós dizemos que Yeshua foi um cara que atingiu Tipheret, assim como Buda, Moisés, Maomé, e qualquer outro profeta que existe (menos Inri Cristo).

OK, introdução feita, vamos para o(s) Sudário(s).

Santo Sudário

Santo Sudário

O Primeiro Sudário, e o único que realmente pode ser chamado de “Sudário”, é um pano com cerca de 60cm de lado, de linho branco, que foi usado para enxugar o sangue no rosto de Yeshua por uma mulher chamada Berenice, enquanto ele caminhava em direção ao calvário. Seu rosto ficou marcado em sangue neste pano e ele ficou de posse dos Essênios (como diria Christian Pior: joga no Google, colega) e mais tarde passou para a proteção dos Templários. Chamam este pano de [I]Effigies Domenici vultus quae Veronica nuncupatur[/I], ou a [I]Efígie da face do senhor que é considerado Vero ico[/I]. Vero-ico significa “Vero” (verdade) “Ico” (imagem) ou “Imagem verdadeira”. E fazendo uma verdadeira suruba com o nome dessa mulher e com o significado do mesmo, surgiu Santa Verônica.

De acordo com a tradição o pano ficou com a impressão da imagem da face de Jesus. Assim a historia de Santa Verônica tornou-se uma das mais populares da tradição Cristã e o seu véu é uma das mais amadas relíquias da Igreja. De acordo com manuscritos deixados pelos templários, Verônica levou o véu para fora da Terra Santa e teria usado para curar o Imperador Tiberius de uma doença. O véu foi subseqüentemente visto em Roma no século oitavo e mais tarde foi levado pelos Templários, tendo percorrido a Europa inteira junto de seus Grãos Mestres. Quando a Inquisição acusou os Templários de “venerar uma cabeça decepada barbada” (uma busca mais detalhada sobre as acusações de heresias dos Templários vai mostrar isso), era sobre esta imagem sagrada que eles estavam se referindo.

Com a captura dos Templários em 1307, o sudário foi levado de Paris em segurança e ninguém sabe onde ele se encontra hoje em dia. Fez “capim-capuft”, sumiu. Alguns teóricos dizem que o paradeiro atual deste sudário está na capela de Rosslyn, na Escócia, sendo protegido por Templários.

Sudário

Sudário

O segundo Sudário é, na verdade, um lençol mortuário que foi colocado sobre Yeshua enquanto ele descansava e se recuperava. (É, sabe aquele cara hindu que ficou sendo vigiado por 60 dias por câmeras e cientistas, e ele meditando ficou todo esse tempo sem precisar de água e comida? Aconteceu algo parecido com o titio Yeshua. Como diria o saudoso Jamanta, “ele não morreu”.)

Temos algumas referências bíblicas sobre este sudário. Sim, este que vos escreve, apesar de não se considerar católico, e não gostar nem um pouco da Igreja, já leu a bíblia. O Evangelho de Mateus (27:59) refere que José de Arimateia envolveu o corpo de Jesus com um pano de linho limpo. João (19:38-40) também descreve o evento, e relata que os apóstolos Pedro e João, ao visitar o túmulo de Jesus após a ressurreição, encontraram os lençóis dobrados (Jo 20:6-7). Embora depois desta descrição evangélica o sudário só tenha feito sua aparição definitiva no século XIV, para não mais ser perdido de vista, existem alguns relatos anteriores que contêm indicações bastante consistentes sobre a existência de um tal tecido em tempos mais antigos.

A primeira menção não-evangélica a ele data de 544, quando um pedaço de tecido mostrando uma face que se acreditou ser a de Jesus foi encontrado escondido sobre uma ponte em Edessa. Suas primeiras descrições mencionam um pedaço de pano quadrado, mostrando apenas a face, mas São João Damasceno, em sua obra anti-iconoclasta sobre as imagens sagradas, falando sobre a mesma relíquia, a descreve como uma faixa comprida de tecido, embora dissesse que se tratava de uma imagem transferida para o pano quando Jesus ainda estava vivo (o que pode-se dizer que serve de evidência para nossa história sobre Yeshua não ter morrido na cruz).

Em 944, quando esta peça foi transferida para Constantinopla, Gregorius Referendarius, arquidiácono de Hagia Sophia pregou um sermão sobre o artefato, que foi dado como perdido. Neste sermão é feita uma descrição do sudário de Edessa como contendo não só a face, mas uma imagem de corpo inteiro, e cita a presença de manchas de sangue. Outra fonte é o [I]Codex Vossianus Latinus[/I], também do Vaticano, que se refere ao sudário de Edessa como sendo uma impressão de corpo inteiro.

Em 1203 o cruzado (cruzado é diferente de templário, ok?) Robert de Clari afirmou ter visto o sudário em Constantinopla nos seguintes termos: [I]“Lá estava o sudário em que nosso Senhor foi envolto, e que a cada quinta-feira é exposto de modo que todos possam ver a imagem de nosso Senhor nele“[/I]. Seguindo-se ao saque de Constantinopla, em 1205 Theodoros Angelos, sobrinho de um dos três imperadores bizantinos, escreveu uma carta de protesto ao papa Inocêncio III, onde menciona o roubo de riquezas e relíquias sagradas da capital pelos cruzados, e dizendo que as jóias ficaram com os venezianos e relíquias haviam sido divididas entre os franceses, citando explicitamente o sudário, que segundo ele havia sido levado para Atenas nesta época. Dali, a partir de testemunhos de época de Geoffrey de Villehardouin e do mesmo Robert de Clari, o sudário teria sido tomado por Otto de la Roche, que se tornou Duque de Atenas. Mas Otto logo o teria transmitido aos Templários, que o teriam levado para a França.

Com a captura dos Templários, o sudário verdadeiro desapareceu nas brumas do tempo e está protegido pelos Templários e pelas Ordens até os dias de hoje.

Jacques deMolay

Jacques deMolay

O Terceiro Sudário tem uma história muito interessante. Quando Jacques deMolay (quero aqui afirmar que nunca fui um DeMolay, então o que eu falo aqui não é “coisa jogada na minha cabeça” por essa ordem, que por sinal, me arrependo muito de não ter participado quando era moleque, quem tiver oportunidade, participe) foi capturado pelas tropas de Filipe, o rei da França, ele passou sete anos sendo torturado para entregar os segredos Templários e não os entregou.

Uma das maiores torturas que sofreu foi ser obrigado a passar por todos os tormentos bíblicos de Cristo. Colocaram sobre ele a coroa de espinhos, pregaram-no no batente de uma porta, que os inquisidores golpeavam suas costas com muita força, chegando a quase quebrar seus ossos, furaram-no com uma lança e chicotearam suas costas e seu corpo com aquelas armas que a gente viu no Paixão de Cristo. TENSO!

Conta-se que durante uma das sessões de tortura, ele esteve a ponto de morrer e precisaram parar com as torturas. Neste dia, uma de suas amas, a condessa de Champagne, preparou um tecido de linho para envolvê-lo, como um lençol mortuário, pois achava que ele iria falecer. Mas, como diria novamente o saudoso Jamanta: “Jacques não morreu! Jacques não morreu!”

Isto explica claramente a posição dos braços do morto. A imagem do Sudário de Turim (que não é este que estamos falando!) mostra uma pessoa com os braços sobre os genitais, de uma posição que seria impossível para um morto ficar, pois deixaria os braços em uma posição “deformada”. Isto também mostra o porquê da imagem do Sudário ser a de um senhor barbado, com feições européias. Jacques deMolay morreu queimado na fogueira em 1314, sem nada revelar aos Inquisidores (valeu, Jacques!).

O Lençol marcado com a imagem de Jacques deMolay ficou em posse dos Templários do sul da França, guardado como prova das torturas às quais o Grão Mestre havia sido submetido e venerado como objeto de admiração pela coragem e bravura de Jacques, por agüentar o sofrimento sem entregar seus segredos. Então começa a parte da história do sudário que é bem documentada. O Sudário aparece publicamente pela primeira vez em 1357, quando a viúva de Geoffroy de Charny, um Templário francês, a exibiu na Igreja de Lirey. Não foi oferecida nenhuma explicação para a súbita aparição, nem a sua veneração como relíquia foi imediatamente aceita. Henrique de Poitiers, arcebispo de Troyes, apoiado mais tarde pelo rei Carlos VI de França, declarou o sudário como uma impostura e proibiu a sua adoração (porque eles sabiam que o Sudário era de Jacques deMolay e não de Jesus).

A peça conseguiu, no entanto, recolher um número considerável de admiradores que lutaram para a manter em exibição nas igrejas. O papa Clemente VII declarou a relíquia sagrada e ofereceu indulgências a quem peregrinasse para ver o sudário.

Em 1418, o sudário entrou na posse de Umberto de Villersexel, Conde de La Roche, que o removeu para o seu castelo de Montfort, sob o argumento de proteger a peça de um eventual roubo. Depois da sua morte, o pároco de Lirey e a viúva travaram uma batalha jurídica pela custódia da relíquia, ganha pela família. A Condessa de La Roche iniciou então uma turnê com o sudário que incluiu as catedrais de Genebra e Liege. Vale lembrar que um dos negócios mais rentáveis da Idade Média eram as peregrinações religiosas. As pessoas visitavam as relíquias e deixavam ouro como oferenda.

Em 1453, o sudário foi trocado por um castelo (não vendido porque a transação comercial de relíquias havia sido proibida, graças a diversos charlatões.) com o Duque Luís de Sabóia. A nova aquisição do duque tornou-se a atração principal da recém construída catedral de Chambery, de acordo com cronistas contemporâneos, envolvida em veludo carmim e guardada num relicário com pregos de prata e chave de ouro. O sudário foi mais uma vez declarado como relíquia verdadeira pelo Papa Júlio II em 1506. Vamos fazer uma pausa e comentar algumas outras coisas… duvido que alguém está lendo até aqui, mas se você está, estamos quase chegando lá!

Leonardo da Vinci

Leonardo da Vinci

O Quarto Sudário possui uma história ainda mais interessante, e ligada ao terceiro sudário:
Leonardo di ser Piero da Vinci é considerado um dos maiores gênios da história da Humanidade, além de Grão Mestre de muitas ordens secretas Templárias e Rosacruzes, incluindo o famoso Priorado do Sião, feito famoso por Dan Brown. Não tinha propriamente um sobrenome, sendo “di ser Piero” uma relação ao seu pai, “Messer Piero” (algo como Sr. Pedro), e “da Vinci”, uma relação ao lugar de origem de sua família, significando “vindo de Vinci”. Leonardo da Vinci é considerado por vários o maior gênio da história, devido à sua multiplicidade de talentos para ciências e artes, sua engenhosidade e criatividade, além de suas obras polêmicas. Num estudo realizado por Catherine Cox, em 1926, seu QI foi estimado em cerca de 180!

Em 1502, ele ficou a serviço de César Bórgia (também chamado de Duque de Valentino e filho do Papa Alexandre VI) como arquiteto militar e engenheiro, nesse mesmo ano ambos viajaram pelo norte da Itália, é nessa viagem que Leonardo conhece Nicolau Maquiavel. No final do mesmo ano, ele retorna novamente a Florença, onde recebe a encomenda de um retrato: a Mona Lisa. Em 1506, voltou a Milão, então nas mãos de Maximiliano Sforza depois de mercenários suíços expulsarem os franceses.

Entre 1502 a 1506, César Bórgia (que, a título de curiosidade, serviu como modelo de inspiração para Maquiavel ter escrito “o Príncipe”) estava planejando tomar o sudário das mãos da família Sabóia e esta informação chegou a Leonardo. O Sudário de Jacques deMolay foi entregue ao Grão Mestre templário, que trabalhou cerca de seis meses nele, para que fizesse uma fraude capaz de enganar os Bórgia.

Com o sudário número 3 em mãos, Leonardo trabalhou com diversas técnicas, incluindo tinturas e sangue, mas para atingir a perfeição, Leonardo usou de seus profundos conhecimentos de alquimia com nitratos e outras químicas e preparou uma câmara escura, de onde colocou o sudário de Sabóia e fez uma cópia FOTOGRÁFICA perfeita dele em um tecido mais ou menos da mesma data (o que explica o porquê a imagem no sudário é um negativo e o porquê dela não ter as medidas totalmente corretas, além de explicar da onde vem o efeito “explosão galáctico” que o padre Quevedo e os especialistas católicos afirmam como prova de milagres de ressurreição). Como vocês podem ver, não há nada de sobrenatural, apenas ciência alquímica.

Após a fotografia, Leonardo trabalha com sangue e tintas, até que a farsa fique perfeita, e devolve a falsificação para os Sabóia, que acabam sendo forçados a negociar o sudário com o Vaticano. O sudário de Jacques deMolay desaparece nas Ordens, sendo protegido dos olhares profanos (os iniciados em alguma ordem chamam aqueles que não são iniciados de “profanos”. Mas por incrível que pareça, não é um termo pejorativo. É só uma maneira de se referir a alguém não iniciado. Eu AINDA sou um profano, mas logo logo será minha iniciação) até os dias de hoje, em algum lugar do Sul da França.

Sudário de Turim

Sudário de Turim

César Bórgia acaba morrendo em 1507, sem nunca descobrir que foi vítima de uma falsificação. Em 1532 o sudário (falso) foi danificado por um incêndio que afetou a sua capela e pela água das tentativas de o controlar. Por volta de 1578 a peça foi transferida para Turim em Itália, onde se encontra até aos dias de hoje na Cappella della Sacra Sindone do Palazzo Reale di Torino. A casa de Sabóia foi a proprietária do sudário até 1983, data da sua doação ao Vaticano. A última exibição da peça foi no ano 2000, a próxima está agendada para 2010. Em 2002, o sudário foi submetido a obras de restauro.

Esta é a razão porque os testes de Carbono-14 apontam o sudário para o século 14, esta é a razão pela qual foram encontrados sangue e resquícios de tinta, esta é a razão pela qual a pessoa no sudário está em uma posição que não seria possível para um morto, esta é a razão pela qual muitos livros afirmam que o sudário tem a imagem de Jacques deMolay e esta é a razão pela qual a imagem do sudário é um negativo, como se tivesse sido atingida por uma “explosão galáctica”. TODAS essas teorias estão corretas.

[I]“Non nobis, Domine,
Non nobis, sed nomini
Tuo da gloriam”[/I]

Fim! Dou todos os louros da glória desse artigo ao Frater Marcelo Del Debbio, sou apenas um mero repassador de informações.

Assistindo os Simpsons ontem, me peguei lembrando de algumas frases do lendário Homer. Coisa que nem Buda teria capacidade de superar. Lá vai:

“Você pode ter todo o dinheiro do mundo, mas há algo que jamais poderá comprar: um dinossauro.”
Refletindo sobre a ganância dos homens

“Bom, esse quadro realmente mostra aquilo que parece ser.”
Refletindo sobre um quadro de Michellangelo

“Por que eu tive que nascer pai?”
Em uma crise existencial

“Álcool… A causa e solução de todos os problemas.”
Discursando na ONU

“Cala a boca Pensamento, ou te enfio uma faca.”
Em um conflito de idéias

“Se alguma coisa está dificil de ser feita, é porque não é para ser feita.”
Ensaio sobre a preguiça I

“É melhor ver coisas do que fazer coisas.”
Ensaio sobre a preguiça II

“A iniciativa é o primeiro passo para o fracasso”
Ensaio sobre a preguiça III

“Eu não sou normalmente alguém que ora, mas se você estiver aí em cima, por favor me salve Superman.” Esboços de religiosidade…

“Quando eu vejo os sorrisos nas faces das crianças, eu sei que elas estão aprontando alguma coisa.”
Refletindo sobre a arte e o dom de ser pai”

Colt

Olá pessoal!

Certa vez coltli uma entrevista do presidente da Gun Owners of America, Larry Pratt. Defensor do porte de arma, Pratt afirma que o problema do mundo não são as pessoas armadas, mas sim as pessoas desarmadas. De acordo com ele, se todos tivessem armas na cintura 24 horas por dia todo mundo pensaria duas vezes antes de entrar numa briga. Larry exemplificou assim seu ponto de vista: lembram do massacre da Escola Columbine? É unânime a opinião de que aquilo aconteceu por causa do fácil acesso a armas nos Estados Unidos. No entanto, Pratt sustenta que aconteceu porque existem pessoas que ainda insistem em andar desarmadas. Se todos os professores da escola estivessem armados naquele dia, eles poderiam ter reagido e matado os agressores, diminuindo o número de vítimas inocentes. Gente louca sempre vai existir e sempre vai achar um jeito de matar, independente de acesso à arma ou não. O importante é que as pessoas boas tenham condições de se protegerem, diz ele. Tem gente que concorda com o Larry Pratt, tem gente que discorda. Uma vez que meu negócio é falar de marcas, deixo essa reflexão por conta de vocês, sem me esquecer de apresentar um sobrenome que proporcionou ao mundo o acesso fácil às armas de fogo: Colt.

Aproveitem!

Eduardo Nicholas

COLT – Estados Unidos. Armas. 1836.

“Abraham Lincoln tornou todos os homens livres, mas Samuel Colt os tornou iguais”. Com esse slogan a marca de armas mais famosa do mundo conquistava os corações de todos os machões que rumavam para o Oeste dos EUA em busca de oportunidades e aventuras. E não era para menos. Em 1836 o inventivo Colt criou uma arma de fogo capaz de dar cinco ou seis tiros em seqüência, algo que melhorou muito seu desempenho e sua taxa mortalidade.

A invenção de Colt era magnífica: um tambor com cinco ou seis buracos nos quais se encaixavam os projeteis. Um sistema simples puxava o cão enquanto girava o tambor, colocando outra bala à disposição. Sem dúvida as pistolas Colt mudaram não só a história dos Estados Unidos, mas também o curso dos acontecimentos sociais do planeta inteiro.

Pois bem, com essa grande invenção nas mãos Colt procurou seu tio e abriu uma fábrica. No início eles chegaram a vender algumas pistolas, mas em alguns anos o empreendimento faliu. A invenção era genial, mas parecia não conseguir se popularizar. Na época Colt tinha produzido armas nas versões bolso, cinto e coldre, além de espingardas.

E foram essas espingardas que em 1845 chamaram a atenção dos Texas Rangers, uns caras que lutavam contra os índios no sul dos EUA. A arma era muito eficiente e teve papel importante na conquista do território. Mais tarde o governo Yankee começou uma guerra com o México. Baseado na experiência dos Rangers, eles queriam armas Colt. Acontece que Colt naqueles tempos nem tinha mais fábrica, estava trabalhando somente em invenções para o exército.

Porém, isso não o desestimulou. Com a ajuda de outro projetista, ele criou a Colt Walker, uma arma nova e com mecânica mais aprimorada. Procurou um empresário rico, reergueu a fábrica e vendeu muitas armas, ajudando seu país a conquistar parte do território mexicano e mais tarde os estados do Norte a ganharem a Guerra Civil. Com o tempo Sam continuou a trabalhar para o governo e investir em novos equipamentos bélicos. Associou-se ao inventor do telégrafo e atuou também no ramo das comunicações. Seu sobrenome é lembrado em qualquer filme de faroeste, uma lenda americana.

Curiosidades de sobremesa

1 – Diz a lenda que Colt teve a idéia de inventar seu revólver enquanto era marinheiro num navio chamado Corvo. Ao observar o funcionamento de uma máquina náutica chamada capstan, aquilo lhe pareceu ideal para criar uma arma de recarregamento automático.

2 – O capstan é uma espécie de roldana que puxa cordas em um navio. Pode ser usado para alçar ancoras, por exemplo.

3 – Os Texas Rangers formavam uma milícia que inicialmente se armou para defender territórios particulares dos ataques dos índios. Mais tarde o grupo tornou-se maior e mais organizado, ficando responsável pela segurança de diversas cidades texanas.

4 – O nome do revolver Colt Walker foi uma referência ao Ranger Samuel Walker, primeiro a pedir que as armas da marca fossem compradas para a milícia.

5 – Sam Colt morreu jovem, ao 47 anos, em virtude de uma doença repentina e desconhecida. Sua esposa tocou os negócios até 1901, quando a companhia foi vendida a um grupo de investidores.

Retirado de: Sedentário & Hiperativo

Eu fico prostituto da face com certas coisas que eu vejo na internet… as vezes eu sinto saudades daquele tempo da internet discada, sem provedor grátis e “pulso único”. Era caro pra cacete manter a dita cuja da internet, mas pelo menos eu seria poupado de ver certas brigas e merdas que rolam por aí.

Fiquei indignado com o fusuê que tá com esse lance do Daniel Gentili, por causa da tal da piada “King Kong, um macaco que, depois que vai para a cidade e fica famoso, pega uma loira. Quem ele acha que é? Jogador de futebol?”

Mas Thiago, foi uma piada racista, isso é moralmente feio, ilegal, e repudiado por pessoas de bem! Não vai me dizer que você concorda com isso, vai?” Com o perdão da palavra, racista é o caralho!

Uma pessoa sair com uma camiseta escrito “Black Power”, ou “100% Negro” é bonito, ele está exaltando que tem orgulho de ser um afro-descendente. Eu particularmente acho isso muito bacana, sério mesmo, acho que a pessoa realmente tem que ter orgulho do que ela é, faz bem até pra auto-estima do sujeito. Mas agora, digamos que eu, descendente de Sicilianos, resolvesse usar uma camiseta “White Power”, “Poder Branco”, ou “100% Branco”, o que iam fazer? Podem apostar suas botas que eu iria ser linxado, rotulado de racista, ou pior, ser confundido com um Nazista (até porque meu cabelo loiro e meus olhos claros não ajudariam no argumento “eu não sou alemão, porra!”) e preso, e na cadeia eu viraria noivinha, usando aliança de barbante no dedo da mão e do pé.

Outra coisa que eu fico “pê da vida” é com a tal das cotas raciais nas universidades públicas. Eu tenho um amigo, de apelido “Piquinês”, que é um afro-descendente. Negão mesmo, de cabelo ruim e tudo mais. O pai do moleque é médico, e a mãe dele infelizmente não lembro o que faz da vida, mas sei que também ganha bem. Eles moram em uma casa enorme, bonita pra caramba, com tudo do bom e do melhor. Sempre frequentou as melhores escolas particulares, é um cara inteligente, que merece tudo do bom e do melhor, porque é humilde, gente boa, enfim… o cara é massa. Mas ele teria todas as condições do mundo de passar em uma universidade pública, por mais concorrida que esta fosse.

Vai em uma favela. Não tem UM branco sequer lá? Esse, branco, morador de favela, que nunca frequentou uma boa escola (o ensino público do brasil é uma M-E-R-D-A!), e quer subir na vida. Vai lá e faz vestibular em uma universidade pública, a mesma que o “Piquinês” foi fazer. O Piquinês é cotista, inteligente… passa fácil. E o pobre coitado do morador da favela? Toma no cu. Isso é ser justo?

Justiça boa aqui do Brasil ein. Eu já ouvi falar “claro que dizer que ter orgulho de ser branco é racismo, olha quantos séculos houve uma supremacia branca e quantos séculos que os negros aguentam o racismo, é bom isso acontecer p/ os brancos sentirem na pele como é”. Colega, alguém aqui, leitor deste blog, negro, já apanhou de chicote, dormiu em senzala, comeu lavagem com mandioca, trabalhou dia e noite, chuva e sol na lavoura, sem ganhar R$0,01 por isso? Então não venha me dizer que você sofreu. Do outro lado, algum leitor deste blog, branco, já comprou algum negro p/ fazer trabalho pesado, chicoteando-o, fazendo o mesmo dormir em senzala, dando lavagem com mandioca p/ ele comer, sem pagar R$0,01 por isso pra ele? Então não venha me dizer que alguém merece o preconceito.

É babaquice isso de “racismo”. É hipócrita, é ridículo e é sem nexo. Eu sou um ser humano, da mesma forma que um índio, um negro, um japonês, um argentino (ouch, ok, argentino não). Eu sou gordinho, branco igual leite, e quando pego sol, fico vermelho. Quantas vezes na minha vida ouvi as pessoas me chamando de leitão.

Meeeeeeeeeu deus, vou processar todo mundo que já fez isso comigo. Porque onde já se viu, um gordinho branquelo ser chamado de leitão, isso é imoral, é feio, é contra tudo aquilo que nossa sociedade linda e maravilhosa prega! FODA-SE. Eu não morri por terem me comparado com um leitão. Continuo gordo, continuo branquelo, continuo ficando vermelho quando pego sol, e minha vida não mudou em nada por isso. Eu tenho um monte de amigos “afro-descendentes”, que eu chamo “ooo negão, chega aqui” e nunca se ofenderam por isso. Queria que eu chamasse eles como? “Ô japonês, vem aqui”?

Acho que tem tanta coisa mais importante pra reclamar, tanta putaria na política, tanta gente passando fome e frio, tanta gente sem ter um teto p/ dormir. E isso vai continuar acontecendo, independentemente desse “racismo pseudo-moralista”. Então, pra finalizar, vão morder o pai na bunda quem perde tempo com isso!

Tenho dito!

Sorry (de novo) pela demora pra postar… mas aqui vai uma pergunta que eu vejo que até hoje é lenda na internet: a Muralha da China pode ou não pode ser vista da lua?

É um dos mitos que ainda continuam a ser divulgado como verdade. Não é muito difícil encontrar sites em que isto é referido, estando presente até em sites que fizeram a divulgação do concurso das maravilhas, e até em livros se faz esta afirmação com veemência. Alguns exemplo achados um pouco a pressa são os seguintes sites:

Em primeiro ligar, quanto a ser visível na Lua, é completamente impossível. Nenhuma construção humana é visível a olho nu da Lua. Basta visualizarem fotos da Terra vista da Lua para perceberem, como a que consta ao lado. Dificilmente é a diferenciação dos continentes, quanto mais achar uma muralha que tem no máximo 10 metros de largura.
A origem deste boato parece ter surgido no livro “Maravilhas do Mundo” de  Richard Halliburton publicado em 1938, numa altura em que o Homem ainda nem tinha ido à Lua…
Por outro lado, quanto a sua visualização a partir do espaço, provou-se recentemente também não ser possível. O austronauta William Pogue referiu te-la avistado do Skylab (uma Estação Espacial Americana), porém verificou-se mais tarde, que este estava a olhar para o grande canal da China.  O taikonauta (a designação dos astronautas chineses) Yang Liwei, referiu não ter conseguido observar a Muralha durante o primeiro voo espacial tripulado da China em 2003. Este, por sua vez, foi corroborado mais tarde, em 2005, por Fei Junlong, um dos dois taikonautas da missão espacial Shenzhou VI, que viajou durante cinco dias na órbita terrestre.
Posteriormente, neste ano, três cientistas da Academia de Ciências da China (ACC): Dai Changda, Jiang Xiaoguang e Xi Xiaohuan, provaram que ver a muralha do espaço desafia as leis da biologia. “As partesmais largas da Grande Muralha tem cerca de 10 metros de largura, mas um objeto de 10 metros de largura só pode ser visto a olho nu a uma distância máxima de 36 quilómetros e mesmo assim só em ótimas condições climáticas”, disse Jiang Xiaoguang, citado pela agência noticiosa oficial chinesa Nova china. Sendo que a distância aceite entre a Terra e o espaço é de pelo menos 100 quilômetros, verifica-se que seria impossível avistar a muralha.

Conclui-se assim, que tanto do espaço ou da Lua a Grande Muralha da China é invisível.

Para mais informações sobre este monumento vejam um conjunto de vídeos no youtube de 3/4 minutos, de nome “Secrets of Great Wall”.

Olá, criaturas… tudo bem com vocês?

Depois de um “leve” sumiço, voltei… sabem como é, formatura, porres homéricos, ressacas, viagens, etc etc… mas, cá estamos. E voltamos com um pouco de cultura inútil, pra variar. Aqui vão alguns ditados populares e a sua origem:

“O pior cego é aquele que não quer ver”
Histórico: Em 1647, em Nimes, na França, na universidade local, o doutor Vicent de Paul D’Argenrt fez o primeiro transplante de córnea em um aldeão de nome Angel. Foi um sucesso da medicina da época, menos para Angel, que assim que passou a enxergar ficou horrorizado com o mundo que via. Disse que o mundo que ele imagina era muito melhor. Pediu ao cirurgião que arrancasse seus olhos. O caso foi acabar no tribunal de Paris e no Vaticano. Angel ganhou a causa e entrou para a história como o cego que não quis ver.

“Andar à toa”
Histórico: Toa é a corda com que uma embarcação remboca a outra. Um navio que está “à toa” é o que não tem leme nem rumo, indo para onde o navio que o reboca determinar. Uma mulher à toa, por exemplo, é aquela que é comandada pelos outros. Jorge Ferreira de Vasconcelos já escrevia, em 1619: Cuidou de levar à toa sua dama.

“Casa de mãe Joana”
Histórico: Esta vem da Itália. Joana, rainha de Nápoles e condessa de Provença (1326-1382), liberou os bordéis em Avignon, onde estava refugiada, e mandou escrever nos estatutos: “que tenha uma porta por onde todos entrarão”. O lugar ficou conhecido como Paço de Mãe Joana, em Portugal. Ao vir para o Brasil a expressão virou “Casa da Mãe Joana”. A outra expressão envolvendo Mãe Joana, um tanto chula, tem a mesma origem, naturalmente.

“Onde judas perdeu as botas”
Histórico: Como todos sabem, depois de trair Jesus e receber 30 dinheiros, Judas caiu em depressão e culpa, vindo a se suicidar enforcando-se numa árvore. Acontece que ele se matou sem as botas. E os 30 dinheiros não foram encontrados com ele. Logo os soldados partiram em busca das botas de Judas, onde, provavelmente, estaria o dinheiro. A história é omissa daí pra frente. Nunca saberemos se acharam ou não as botas e o dinheiro. Mas a expressão atravessou vinte séculos.

“Quem não tem cão caça com gato”
Histórico: Na verdade, a expressão, com o passar dos anos, se adulterou. Inicialmente se dizia “quem não tem cão caça como gato”, ou seja, se Esgueirando, astutamente, traiçoeiramente, como fazem os gatos.

“Sujeito da pá virada”
Histórico: Mas a origem da palavra é em relação ao instrumento, a pá. Quando a pá está virada para baixo, voltada para o solo, está inútil, abandonada decorrentemente pelo homem vagabundo, irresponsável, parasita. Hoje em dia, o sujeito da “pá virada”, parece-me, tem outro sentido. Ele é O “bom”. O significado das expressões mudam muito no Brasil com o passar do tempo.

“Nhenhenhém”
Histórico:
Nheë, em tupi, quer dizer falar. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, eles não entendiam aquela falação estranha e diziam que os portugueses ficavam a dizer “nhen-nhen-nhen”.

“Estar de paquete”
Histórico: Paquete, já nos ensina o Aurélio, é um das denominações de navio. A partir de 1810, chegava um paquete mensalmente, no mesmo dia, no Rio de Janeiro. E a bandeira vermelha da Inglaterra tremulava. Daí logo se vulgarizou a expressão sobre o ciclo menstrual das mulheres. Foi até escrita uma “Convenção Sobre o Estabelecimento dos Paquetes”, referindo-se, é claro, aos navios mensais.

“Pensando na morte da bezerra”
Histórico: Esta é bíblica. Como vocês sabem, o bezerro era adorado pelos hebreus e sacrificados para Deus num altar. Quando Absalão, por não ter mais bezerros, resolveu sacrificar uma bezerra, seu filho menor, que tinha grande carinho pelo animal, se opôs. Em vão. A bezerra foi oferecida aos céus e o garoto passou o resto da vida sentado do lado do altar “pensando na morte da bezerra”. Consta que meses depois veio a falecer.

“Não entender patavina”
Histórico: Tito Lívio, natural de Patavium (hoje Pádova, na Itália), usava um latim horroroso, originário de sua região. Nem todos entendiam. Daí surgiu i Patavinismo, que originariamente significava não entender Tito Lívio, não entender patavina.

Logo logo, mais ditados populares e suas origens.

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